sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Breves paixões.

Sou uma contradição.

Se agora digo que nunca mais me entregarei, é porque há 10 minutos te encontrei pela primeira vez.
Nos olhamos, sentei ao seu lado e perguntei seu nome. Conversamos, te ofereci uma bebida, trocamos telefone e email. Você duvidou que eu ligaria. Como prometido, liguei. Não quando você queria, um pouco depois. Só pra te deixar ansiosa. Nos falamos, marcamos de sair e nos encontramos. Jantamos, bebemos vinho, você num lindo vestido azul escuro. Te levei até seu pre'dio e lá, sentados no carro, demos nosso primeiro beijo. Saímos algumas vezes, começamos a namorar. Dois anos se passaram, começamos a planejar nosso casamento. Diversos convidados, nossos mais fiéis amigos como padrinhos. Uma bela festa, tudo como você sempre sonhou. Tivemos filhos, viajamos, passamos por inúmeras dificuldades, brigamos, mas lutamos com todas as nossas forças para ficarmos juntos até o fim. Brincamos na neve com as crianças, tivemos uma bela casa, empregos e salários cada vez melhores, bons carros, gato, cachorro... fomos felizes até o limite. Mas com o tempo pude perceber que nossos olhares não mais se cruzavam e seus olhos não mais brilhavam para mim. Nossas longas e intensas conversas imaginárias são agora o mais real e tedioso silêncio.
10 minutos. Tempo suficiente para eu viver uma vida inteira ao seu lado. Levanto da minha cadeira e olho mais uma vez pra você, do outro lado do bar. Bebo mais um gole do meu Whisky e saio, em busca daquela que será a próxima última paixão da minha vida.

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